Aos 87 anos, Antônio Félix, de Parelhas, no Rio Grande do Norte, é um exemplo de paixão pela corrida de rua. Com um chapéu de couro na cabeça e um sorriso no rosto, ele fala sobre correr com a mesma energia de quando começou, há 70 anos. “Eu não vou parar de correr nunca. Deus é quem vai dizer o tempo”, afirma com convicção.
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A relação de Antônio com a corrida começou de forma inusitada. Ainda jovem, aos 17 anos, era jogador de futebol, mas um desentendimento com um amigo durante uma partida mudou sua trajetória. “Pra não perder o amigo, perdi o futebol”, conta. Ao abandonar os gramados, ele encontrou na corrida uma nova paixão. Começou correndo ao redor do campo, descalço, e nunca mais parou.
Desde então, Antônio já participou de inúmeras provas, mas não se preocupa em contar quantas. “É uma atrás da outra”, diz com bom humor. O prazer da corrida vai além da competição. Para ele, é uma forma de manter a saúde e construir amizades. “A gente corre pra saúde no treino, e corre pra destaque nas competições”, explica.
Mesmo com a idade avançada, sua rotina de treinamento continua firme. Sempre que possível, ele corre três vezes por semana e frequenta a academia semanalmente. Para Antônio, a corrida é muito mais que um esporte, é um estilo de vida. “Ninguém me ensinou como é que para. Eu não sei onde é o fim, não tem como parar”, afirma.
Além de corredor, Antônio é forrozeiro apaixonado e sempre carrega seu chapéu de couro como marca registrada. “Eu amo o chapéu de couro, tenho coleção”, conta orgulhoso. E assim, entre passos de forró e passadas firmes na corrida, ele segue, sem pressa para cruzar a linha de chegada da vida.




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